Atividades

CATL do Paraíso participa com o “Agente Paz” em Concurso da PSP

O “Agente Paz” é o representante da ABEI no concurso “Nós reciclamos”, promovido pela PSP com o objetivo de incentivar a reciclagem e reutilização de materiais usados, bem como de reforçar os laços de proximidade entre a PSP e a população. O desafio era construir um “boneco” de um agente da PSP com materiais recicláveis que tivesse, pelo menos, 1,20 de altura. As crianças do CATL do Paraíso deram largas à imaginação e fizeram três agentes equipados com a sua farda azul, de entre os quais foi escolhido um para representar a ABEI no concurso. O eleito, o “Agente Paz”, foi elaborado com cartão, plástico, caricas, trapos, entre outros materiais de desperdício que deram forma a um simpático polícia a quem não falta um grande bigode e os óculos de sol. As crianças receberam a visita dos verdadeiros agentes da PSP que as sensibilizaram para a importância da reciclagem e apreciaram o boneco a ser avaliado no concurso. Todos os bonecos concorrentes, de escolas e instituições várias da área de atuação do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, vão estar expostos da Fundação Champalimaud entre 7 e 29 de maio. Os vencedores, escolhidos por um júri do qual faz parte a artista Joana Vasconcelos, vão receber entradas para o Museu de Artes da Fundação Joana  Vasconcelos, para a Museu do Café, em Campo Maior, para o Centro de Tratamento de Resíduos da Valorsul Sul, entre outras visitas de caráter lúdico e pedagógico.

 

Crianças do CATL aprendem com a representação

Musicais da ABEI já são um clássico!

Fomos aos bastidores do musical Grease saber como são preparados os espetáculos. Meses de ensaios, elaboração de cenários, escolha de músicas e roupas. E, acima de tudo, muita aprendizagem e integração positiva das crianças através da arte da representação.

Os musicais da ABEI já são autênticos “clássicos” junto do público de Vila Franca de Xira. Desde 2008 que as crianças do 4º ano de escolaridade que frequentam o CATL do Bairro do Paraíso levam à cena um musical diferente, sempre com os mesmos objetivos: ter uma experiência de representação gratificante e angariar fundos para a Viagem de Finalistas que costumam fazer nas férias da Páscoa. “O que se fazia anteriormente era uma venda de bolos que as crianças traziam de casa, mas isso era pouco e não incluía nada que fosse feito por eles… Por isso tivemos a iniciativa de fazer algo que integrasse e valorizasse as crianças e ainda lhes permitisse angariar verbas para a viagem que queriam fazer”, explica Miguel Branco, responsável dos Centros de Atividades de Tempos Livres (CATL) da ABEI e principal mentor da ideia.

Logo no primeiro ano em que se organizou um musical, então intitulado “Homenagem a Vila Franca de Xira”, este correu tão bem que a venda de bilhetes permitiu fazer a Viagem de Finalistas e ainda passar um dia no Zoo Marine, em Albufeira. Miguel Branco recorda: “em 2008 partimos do zero, eu e a Sancha pesquisámos, ensaiámos, fizemos os cenários, coreografámos… A Euridice, responsável do equipamento do Bairro do Paraíso nessa altura, incentivou-nos e a ideia começou a ganhar forma. Agora temos uma estrutura quase profissional (risos). Estamos peritos em organizar musicais e as pessoas já contam com o espetáculo, já faz parte das nossas atividades e é sempre recebido com muito carinho”.

Este ano o musical escolhido foi o “Grease”, levado à cena a 5 de abril no Grande Auditório do Ateneu Artístico Vilafranquense, que disponibiliza sempre o espaço, bem como os meios necessários para o evento e acolhe os artistas de palmo e meio de forma muito calorosa. O público vilafranquense já está habituado à qualidade dos espetáculos e enche sempre a sala do Ateneu, com capacidade para centenas de pessoas.

Tudo começa em setembro de cada ano com a escolha do musical. “É feita imensa pesquisa, visionamos o filme com as crianças, adaptamos a história e começamos a ensaiar”, explica Sancha Menino, educadora da ABEI com formação em dança e expressão dramática. Até abril as cerca de 30 crianças envolvidas (sala do 4º ano e alguns elementos de outras salas) ensaiam duas vezes por semana e no último mês os ensaios são reforçados com sessões ao sábado. Durante estes meses, as músicas são escolhidas, as coreografias experimentadas e as falas ensaiadas. “Nunca damos papéis para as crianças lerem e decorarem. O método consiste em fazermos cada cena e as crianças depois reproduzem por imitação”, explica Sancha Menino.

Luísa, de 9 anos, fez o papel principal e diz que foi muito fácil representar a Sandy: “É fácil decorar as falas, mas ainda gosto mais da parte de dançar”. Nos musicais do CATL da ABEI nada é deixado ao acaso. Ana Filipa Jorge, a outra educadora envolvida no projeto, enumera as tarefas levadas a cabo por todos ao longo dos meses de preparação do espetáculo: “Os cenários são feitos pelas educadoras e pelas crianças, aqui no CATL, as roupas também são feitas ou adaptadas em casa com a colaboração dos pais. Eu nunca tinha participado em nada do género, acho esta ideia diferente e inovadora, fui ganhando o gosto e adoro participar. Acima de tudo temos muito orgulho no que as crianças conseguem fazer!”.

O que as crianças alcançam e evoluem é, sem dúvida, a melhor das recompensas. Madalena, 10 anos, encarnou a personagem de uma das colegas da escola de Grease: “A Sancha diz-nos logo: a vergonha fica lá fora! Aqui não há vergonhas, nós temos que saber separar a nossa personagem de quem somos”, explica. A educadora Sancha Menino sublinha ainda: “As crianças progridem imenso nas suas capacidades de socialização, integração, improviso, memorização. Temos aqui uma criança que quase não se ouvia, era tímida e até gaguejava quando tinha que falar em público, desde que começou a ensaiar os musicais foi uma agradável surpresa. Os progressos foram espetaculares e isto traz enormes vantagens a nível da aprendizagem escolar, dos desempenhos, da auto confiança”.

Rodrigo, de 9 anos, explica o que aprende com os musicais: “Eu não sabia nada sobre a história, fui ver à net e pesquisei e aprendi a distinguir o que sou da personagem. Eu não sou betinho e no musical tive que fazer de menino betinho”. Já para Raquel, que desempenhou a diretora da escola de Grease, onde mais evoluiu foi na concentração: “De início todos se riam muito nas minhas falas por eu fazer de adulta. Tive que praticar em casa para não me desatar a rir e depois vinha com as falas já decoradas e já consegui representar”.

Tanta evolução e esforço recompensado só pode ser motivo de enorme orgulho para os mentores da ideia e de muita satisfação para quem assiste. “Quem pensa que vem ver uma coisa de miúdos, assim meio amadora, fica muito surpreendido porque a qualidade do espetáculo é enorme!”, conclui Miguel Branco.

Desta vez o musical Grease contou ainda com uma participação especial dos familiares e alguns antigos utentes do CATL que, no fim da peça, subiram ao palco e fizeram eles próprios uma coreografia. Os antigos alunos, agora quase adultos, fizeram questão de mostrar o carinho que guardam pela ABEI e que a aprendizagem e os laços adquiridos perduraram no tempo.

Com mais este sucesso, só nos resta deixar o convite para o próximo musical do CATL. O público fica à espera do próximo espetáculo na Broadway da ABEI!

 

Atividades em equipa para promover o espírito de grupo

Os jogos em equipa, bem como atividades que promovem o espírito de grupo e o trabalho em equipa, são sempre uma constante no ATL do Bairro do Paraíso. As atividades desenvolvidas, umas de caráter mais físico motor, outras de cariz mais intelectual, têm sempre um grande enfoque na aprendizagem constante e no desenvolvimento das competências das crianças, tendo em conta as várias faixas etárias e graus de ensino em que os alunos se encontram.

As últimas semanas não foram exceção e têm sido marcadas por vários jogos de equipa: “Passar a bola com os pés” ou “Corrida de arcos”, foram algumas das propostas em que os mais pequenos tinham sempre que interagir em equipa para conseguir progredir e alcançar o objetivo do jogo. Uma competitividade saudável e muito desportivismo marcaram o decorrer destas atividades. Competitividade foi algo que também não faltou durante o “Braço de ferro”, um exercício que teve grande adesão das crianças e em que cada uma tentou mostrar o verdadeiro Popeye que tem dentro de si!

Atividades lúdicas e divertidas, repletas de aprendizagem

O novo ano arrancou no Equipamento do Bairro do Paraíso e as crianças e jovens têm à disposição, uma vez mais, uma série de atividades e ateliers onde participam, ocupando os seus tempos livres, aprendendo e desenvolvendo competências várias. Nos diversos ateliers pretende-se explorar temáticas e interesses tão diferentes como as artes plásticas, o inglês ou as atividades físicas e motoras, como a dança criativa e as atividades desportivas. Também se encontra disponível um atelier de yoga, onde os mais pequenos têm oportunidade de relaxar e desenvolver competências físico motoras de forma um pouco diferente do habitual.

No atelier de Artes Plásticas e Decorativas, o tema deste início de ano escolar tem sido o outono. As crianças foram apanhar os materiais necessários ao desenvolvimento das atividades, tomando contacto com o espaço exterior e observando as alterações que a mudança de estação traz ao meio que nos rodeia. Depois foram desenvolvidos vários trabalhos de pintura e colagem que ficaram expostos no equipamento.

Uma das atividades recorrentes no CATL do Paraíso são jogos subordinados a diversos temas e que têm sempre por objetivo estimular o trabalho de equipa, a interajuda entre os vários elementos de um grupo, uma competição moderada e saudável e o desenvolvimento de competências importantes para a evolução cognitiva dos jovens. Neste contexto, no fim de outubro jogou-se ao “Quem é Quem Humano”, um desafio em que as crianças tentavam adivinhar, através de perguntas de descrição física, quem era o elemento do grupo adversário que estava “escondido”. Desta forma desenvolveu-se a comunicação, a curiosidade, a imaginação e até o vocabulário, dado que as crianças tiveram que arranjar expressões para se fazerem entender e chegar às respostas corretas.

O mês terminou em grande animação com uma festa dedicada ao Halloween. Todos os utentes do CATL dançaram sem parar e, pelas reações que demonstraram, foi mesmo assustadoramente divertido!

     
     

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