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Quem acredita no pai natal?
 
Os sentimentos que vivemos e partilhamos no Natal, a forma como passamos valores de solidariedade e partilha às crianças e a magia do Pai Natal... quem acredita nesta figura do nosso imaginário infantil? Tudo para ler neste artigo de duas das nossas educadoras de infância.

Natal é viver em família momentos especiais e plenos de magia. É transmitir amizade, partilha, solidariedade e troca de afetos. Natal é paz e amor…
O Natal pode ser vivido, pelos adultos, como um tempo de reflexão: de transformação e de recomeço, para isso basta acreditar e construir momentos repletos de harmonia e imaginação. O Natal será um reflexo do nosso Passado com valores e tradições, da magia do Presente e de esperança no Futuro. 

Quando era pequenina e a minha mãe dizia-me que esta também era uma época de reflexão não conseguia compreender... Para mim era a altura das prendas, do pai Natal, da árvore e do presépio. De quando nos juntávamos com a família e era a altura em que nos podíamos deitar mais tarde. Hoje, alguns anos depois, percebo muito bem o que ela me queria transmitir. 
Para além da época de união familiar e de grandes jantaradas entre amigos, para além do ótimo pretexto para comermos coisas boas, para além dos presentes e lembranças e o desejo de boas festas a todos, há aquele momento em que podemos parar e pensar um pouco nos nossos atos, no que nos rodeia, naqueles que já partiram e tanta falta nos fazem.

Esta é, também, uma época que pode servir como ponto de partida para nos tornarmos melhores, não só connosco, mas também com todo o mundo à nossa volta.

Pela nossa experiência, achamos que devemos desmistificar o facto do “trauma” da não existência do Pai Natal. Todos os que acreditámos no Pai Natal, na nossa infância, não vivemos traumatizados durante a vida. Pelo contrário, continuamos a transmitir este espírito de geração em geração.
Com o crescimento (por volta dos 7 ou 8 anos) a criança irá tomando consciência da realidade e perceber por si, ou porque alguém lhe dirá, que o pai Natal é produto da fantasia das pessoas. E esse será um processo a desenvolver de forma natural e gradual inerente ao seu desenvolvimento.
As fábulas e contos tradicionais remetem para um Pai Natal quase real para as crianças. Enquanto existir essa magia pura, os pais podem ir alimentando um pouco a fantasia de que o pai natal chega devagarinho e em silêncio a todas as casas para dar os presentes; mas assim que as crianças percebam melhor os valores e sentimentos que esta época tem, o melhor é explicar que são os pais os principais responsáveis e que são eles quem compram os tais presentes que aparecem na árvore. 

O Natal é uma época extremamente consumista e, por mais que se tente contrariar, isso é praticamente inevitável! E o que dizer às crianças? Consoante as idades e a sua perceção do mundo, os pais devem medir bem as expetativas em relação ao Natal. Uma ótima opção é o envolvimento na construção dos presentes; enquanto as crianças são pequenas, é algo que acontece naturalmente com desenhos, bonecos e objetos decorados por elas. Contudo, à medida que vão crescendo, isso vai deixando de acontecer, mas pode ser mantido. Só é preciso alguma imaginação e vão ver que o espírito natalício vai ser muito maior.
Cabe-nos a nós pais e educadores, explicar e fazer prevalecer os valores que defendemos para as nossas famílias, desvalorizando as prendas em excesso e incentivado a partilha para com os mais necessitados. E, dessa forma, passarmos um Natal tranquilo e sem pressão do consumismo. A nossa experiência leva-nos a crer que as crianças são compreensivas na partilha dos brinquedos/presentes para que todas as crianças do Mundo recebam prendas do Pai Natal.

Um bom e feliz Natal para todos nós!

Hermínia Santos e Maria Inês Grácio, 
Educadoras de Infância

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